CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO
Decreto-Lei Nº 5.452, de 1º de Maio de 1943.
Artigo 298
Em cada período de 3 (três) horas consecutivas de trabalho, será obrigatória uma pausa de 15 (quinze) minutos para repouso, a qual será computada na duração normal de trabalho efetivo.

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ARTIGOS
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Resumo Jurídico

Adicional de Periculosidade: Uma Análise do Artigo 298 da CLT

O artigo 298 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece as bases para a concessão do adicional de periculosidade, um direito fundamental para trabalhadores expostos a atividades que apresentem risco à sua integridade física.

O Que Define a Periculosidade?

A norma define periculosidade como a situação em que o empregado, de forma contínua ou intermitente, em exposição permanente, executa atividades que o expõem a riscos acentuados em virtude de sua natureza ou método de execução. Isso significa que não basta uma exposição ocasional; é a exposição constante ou frequente a um perigo real que justifica o adicional.

Exemplos e Atividades Tipificadas

Embora o artigo em si não liste todas as atividades perigosas, ele abre a porta para regulamentações posteriores que detalham quais profissões e tarefas se enquadram nessa categoria. É crucial entender que a periculosidade é geralmente associada a situações que podem resultar em acidentes graves, como:

  • Exposição a explosivos e inflamáveis: Trabalhadores que manuseiam ou estão próximos a substâncias explosivas ou inflamáveis em grande quantidade.
  • Exposição a radiações ionizantes: Profissionais que trabalham com fontes de radiação que podem causar danos à saúde.
  • Trabalho em contato com energia elétrica: Em condições de risco acentuado, como em linhas de alta tensão.
  • Atividades envolvendo violência física: Como vigilantes que lidam com o porte de arma de fogo e enfrentam riscos iminentes.

O Pagamento do Adicional

O adicional de periculosidade é um acréscimo salarial, geralmente fixado em 30% sobre o salário base do empregado. Este valor é pago enquanto a condição de periculosidade persistir. É importante ressaltar que o adicional não se incorpora automaticamente ao salário em caso de transferência para local sem o risco, a menos que a lei ou acordo coletivo estabeleça o contrário.

O Papel da Regulamentação e da Perícia

A caracterização da periculosidade é feita, em regra, por meio de laudo técnico realizado por profissional habilitado, como um engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho. Esse laudo deve atestar a presença dos agentes perigosos e o grau de exposição do trabalhador. As Normas Regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho e Previdência detalham as atividades e operações consideradas perigosas, servindo como referência para a realização das perícias.

Direitos e Deveres

O direito ao adicional de periculosidade visa proteger a saúde e a vida do trabalhador, compensando-o pelos riscos inerentes à sua função. Por outro lado, os empregadores têm o dever de adotar medidas preventivas para eliminar ou, no mínimo, reduzir os riscos à segurança de seus colaboradores.

Em suma, o artigo 298 da CLT garante que aqueles que dedicam seu trabalho a atividades de risco acentuado recebam uma compensação justa, incentivando, ao mesmo tempo, a busca por ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.